Como evitar doenças de verão nos pets

A estação mais quente do ano chega para as famílias e seus pets com promessas de mais passeios ao ar livre, maior exposição ao sol, viagens, banhos de esguicho, mar e piscina.

Tamanha diversão exige cuidados extras com a saúde, tanto da gente como dos nossos animais de estimação.

No caso dos pets, é no verão que algumas doenças se proliferam, por isso o cuidado com eles deve ser redobrado.

A pele dos cães é muito sensível e, quando as temperaturas aumentam, também eleva a quantidade de riscos que o pet está exposto. Intensidade dos raios solares, proliferação de parasitas, sal do mar e substâncias químicas da piscina causam problemas na pele.

A tendência é que isso provoque queimaduras, inflamações e infecções cutâneas, sobretudo nas raças com pouco pelo.

Além de doenças de pele, infestações de parasitas, viroses e verminoses também se agravam e têm maior incidência durante o verão.

Uma pesquisa realizada com veterinários brasileiros revelou que uma a cada seis consultas que chegam até eles é motivada pela coceira nos pets.

Nada de pulgas e carrapatos

Portanto, é muito importante controlar a ocorrência de pulgas, carrapatos, ácaros e mosquitos. Além de causar muita coceira e inflamação de pele, esses parasitas transmitem sérias doenças.

A melhor forma de evitar que seu pet seja contaminado é levando- ao veterinário regularmente para manter os medicamentos atualizados. Aproveite também para verificar se as vacinas estão em dia.

Assim como os humanos, os pets também sofrem com o calor. Cães e gatos transpiram somente pelas almofadas das patas e expulsam o calor do corpo pela língua. Se notar que ele está muito ofegante, retire-o do sol.

A tosa pode ajudar na dissipação do calor, além de facilitar a secagem dos pelos. Mas deve deixar os pelos na altura adequada, pois eles ajudam a proteger a pele da exposição solar.

Animais com muito pelo e pelagem branca são os que possuem maior dificuldade para trocar calor e, por isso, são mais propensos a ter desidratação. Portanto, além de disponibilizar água fresca o dia todo, pode-se usar sacos de gel resfriados e ventilador para refrescar o ambiente e dar mais conforto aos pets.

 

Doenças que mais afetam os pets no verão

  • Infestações de pulgas e carrapatos: a umidade e o calor criam o ambiente perfeito para a proliferação de pulgas e carrapatos. Como os cães passeiam mais no verão, acabam tendo mais contato com outros animais, que podem estar infectados. Duas doenças são transmitidas pelo carrapato Rhipicephalus sanguineus: os agentes atacam as células de defesa do corpo e afetam órgãos importantes como pulmão, rins e fígado. Se não for bem tratada, pode resultar em sérias consequências.
  • Viroses: altamente contagiosas, algumas podem causar danos graves, como Cinomose, Parvovirose e Leptospirose. Podem ser transmitidas tanto pelo contato com outro animal infectado, como por outros vetores, como é o caso da Leishmaniose, transmitida por mosquitos, ou da Leptospirose, que é transmitida por ratos. As medidas preventivas são repelentes, medicamentos e vacinas, que devem ser aplicados com antecedência.
  • Doenças de pele: a exposição à irradiação solar pode agravar o risco de câncer de pele – invista em um protetor solar específico para pets.
  • Insolação e hipertermia: a insolação acontece quando o animal fica muito tempo sob o sol, preso em locais pouco arejados, ou fazendo exercícios físicos intensos em altas temperaturas. Causa fraqueza, diarreia e até presença de sangue nas fezes. Pode acabar desenvolvendo uma hipertermia, quando a temperatura corporal fica muito alta.
  • Desidratação: com o calor, os animais tendem a suar mais, perdendo muito líquido, por isso é importante ter sempre água fresca disponível para que não desenvolvam um quadro de desidratação. A desidratação pode causar dificuldade de respirar, enjoos, mal estar, vômitos e diarreia.
  • Otite: inflamação nos ouvidos, é causada sobretudo pela umidade ou água nos ouvidos, que favorece a proliferação de bactérias e fungos. Seque bem os ouvidos do pet após o banho ou um dia divertido na piscina ou mar, utilizando gazes secas ou um pano limpo.
  • Sarnas e micoses: o contato direto com outros animais, seja nos passeios ou na praia, propicia o surgimento desses problemas de pele.
  • Doenças gastrointestinais: tome muito cuidado com a alimentação do seu bichinho, pois o aumento da temperatura pode causar alteração no alimento, caso não esteja acondicionado corretamente.
  • Verminoses: a contaminação por vermes pode ocorrer durante passeios. Por isso a importância de desverminar o seu pet a cada três ou quatro meses.
  • Dermatites: coceira, vermelhidão em algumas regiões do corpo, falhas no pelo e feridas são alguns dos sintomas das doenças de pele e pelo que podem afetar cães e gatos ao longo da vida, especialmente no verão. As dermatites são uma resposta do organismo aos parasitas que estão no ambiente: fungos, ácaros, pulgas, piolhos e carrapatos. Além do sol, as sarnas, os parasitas e até substâncias químicas, como o cloro das piscinas, aumentam a incidência de dermatites e feridas na pele dos animais.

 

Cuidados para prevenir as doenças de verão no seu pet

  • Tosa: manter a pelagem mais curta no verão ajuda no controle do calor e também no controle de pulgas e de possíveis lesões causadas pelas altas temperaturas e pela umidade, além de equilibrar a temperatura do corpo do seu cão.
  • A tosa higiênica nas patas e região íntima é fundamental para a saúde e bem-estar. Para ajudar o animal a se refrescar, é indicado ampliar a região de tosa para o abdômen.
  • Gatos de pelos curtos não devem ser tosados, e os de pelos longos podem fazer a tosa na tesoura, somente para retirada de pelos despontados. Para melhorar o bem-estar dos animais, realize a remoção de pelos mortos, que ajuda a reduzir a quantidade de pelos ingeridos pelos gatos e evita que a pelagem dos pets embole.
  • Banho: um banho refrescante alivia o calor. Uma boa água fresca permite diminuir a temperatura do corpo, além de limpar o pelo do animal, ajudando a eliminar possíveis parasitas que aproveitam o clima quente e úmido para se proliferarem.
  • Sombra e água fresca: os cães adoram correr e brincar, mas no verão eles gostam de uma sombrinha. Se seu cachorro fica solto no quintal, é importante ter um local para que ele se abrigue do sol – de preferência com água fresca sempre disponível para mantê-lo hidratado. Fique atento ao bebedouro, porque nessa época eles ingerem mais água.
  • Medicamentos contra parasitas: redobre a atenção com os prazos dos medicamentos preventivos para proteger seu cão.
  • Chão quente: leve seu cachorro para passear pela manhã ou no final do dia. Se o chão estiver muito quente, coloque sapatinhos no pet para evitar queimaduras nas patinhas.
  • Nada de sorvete: evite dar doces para seu pet, principalmente chocolate, pois pode fazer mal. Ao invés de sorvete, jogue pedrinhas de gelo na água.
  • Higiene da casa: é importante que o espaço esteja sempre limpo, ventilado, com entrada de luz natural e sem pó, para evitar ácaros, fungos que causam alergias e pulgas e carrapatos que ocupam frestas, cantinhos e rejunte de piso.
  • Escovação: a escovação diária previne doenças de pele, pois tira a sujeira que pode ficar depositada ali, remove pelos soltos, massageia a pele e ativa a circulação sanguínea.
  • Brincadeiras com água: os cães adoram, mas é importante tomar cuidado com os ouvidos, para não serem alvos de um jato de água e desenvolver uma otite. E também secar muito bem o animal com a toalha, depois da farra, dando atenção especial aos ouvidos e entre os dedos.
  • Protetor solar: os pelos ajudam a proteger os animais de queimaduras na pele, mas é recomendado o uso de protetor solar FPS 50, próprio para animais, em focinhos, pontas de orelhas e regiões da pele sem pelo. Animais com pelagem branca, focinho rosado, mucosas sem pigmentação ou com doenças de pele, como lúpus e pênfigo, devem evitar a exposição ao sol.

 

Perigo na praia

As áreas litorâneas e de mata apresentam muitos mosquitos responsáveis por transmitir a dirofilariose, popularmente conhecida como “doença do verme do coração”.

Essa doença é transmitida por meio de picadas de mosquitos que transmitem o parasita Dirofilaria immitis, uma larva que se instala no coração dos bichos, começa a ocupar espaço e abriga vermes dentro do organismo do pet. A larva ocupa o espaço que deveria ser preenchido pelo sangue e dificulta o funcionamento do coração do animal, causando insuficiência cardíaca.

A doença é silenciosa e pode ser fatal se não tratada adequadamente.

A melhor forma de combater é a prevenção. O ideal é utilizar os medicamentos adequados, de uso mensal ou a cada três meses, sob recomendação de um veterinário.

Há repelentes em spray para insetos, coleiras, comprimidos e tipos específicos para passar na nuca. Existe também uma estratégia para prevenir que o verme não se desenvolva: o vermífugo com ivermectina, princípio ativo que mata a larva do mosquito que já está presente no sangue do animal – mas só o veterinário pode prescrever a melhor alternativa.

Muito importante: o medicamento preventivo deve ser aplicado um mês antes da ida ao litoral.

Viagens

Nesta época do ano é muito comum os animais acompanharem seus donos nas viagens. No entanto, é importante não se esquecer de fazer o check-up do pet antes de pegar a estrada.

O ideal é que ele seja levado para consulta um mês antes da viagem. Assim, o veterinário determinará o melhor esquema preventivo, além de verificar se as vacinas estão em dia e se a saúde do pet está ok.

Completo centro veterinário, a Central Pet conta com veterinários de clínica geral e especialistas preparados para indicar os melhores métodos preventivos e vacinas; e equipamentos para fazer todos os tipos de exames para um check up completo do seu pet!

 

 

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